segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Mais dez coisas que aprendi sobre Porto Velho

Continuação das coisas que aprendi sobre Porto Velho

6-Chuva em Porto Velho acontece quando as nuvens não suportam as altas temperaturas da água e acabam por expeli-las.

7-O sistema de saneamento básico de Porto Velho é tão bom quanto pintar com Lux Color.

8-Existem 2 bares por quadra (na quadra da minha casa haviam 3)

9-Todos os bares de Porto Velho tem em sua fachada o símbolo da Skol. Até mesmo os que não vendem Skol.

10-O cantor Léo Magalhães tem contrato de reprodução de áudio em todos os bares da cidade, na cláusula dos contratos está escrito que a cada música de um cantor com voz de homem, uma música do Léo Magalhães deve ser tocada.

11-O trânsito de Porto Velho é parecido com o de Camboja

12-No trânsito de Porto Velho, a preferência é de quem buzina primeiro. Acidentes ocorrem quando dois motoristas buzinam ao mesmo tempo.

13-Quase todos os eventos da cidade tem em seu nome relação com o Rio Madeira ou com a Estrada de Ferro Madeira Mamoré.

14-Os moradores de Porto Velho pensam que Porto Velho é uma metrópole.

15-O sonho dos moradores de Porto Velho é que a cidade junte a Candeias do Jamari para chamar de “A Região Metropolitana de Porto Velho”.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Lista: Dez melhores álbuns de rock lançados em 2010, parte 2

5º Interpol – Interpol

Interpol não é uma banda para qualquer um ouvir, algumas músicas podem parecer monótonas (e até são) para o público menos especializado, mas o que vemos nesse novo cd é coesão instrumental e um show de criatividade.

Não é algo muito diferente do que a banda já fez, mas esse é o trunfo da banda, manter o som com qualidade do mesmo jeito, e não tornar-se repetitivo.

O difícil nesse álbum é buscar os destaques nas músicas separadamente, já que o conjunto de músicas que é o diferencial do álbum.

Destaques: A faixa de abertura Sucess, que já mostra a cara da banda, músicas arrastadas, vocais calmos mesmo no refrão, bateria marcante sem soar forçada, uma boa linha de baixo que completa a bateria, e uma guitarra para delinear melhor a melodia da música, Barricade, talvez a música de maior destaque do álbum, bem trabalhada e com um refrão para ser cantado bem alto e Safe Without, com a já registrada marca da banda.

4º Trans-Continental Hustle – Gogol Bordello

Provavelmente a banda com o som de mais difícil descrição que já ouvi.

Criativa no nome do álbum, da banda, mas principalmente no som, Gogol Bordello é uma banda cheia de membros dos lugares mais diversos do mundo, Filipinas, Ucrânia, Equador, Etiopia, Rússia etc. E parece que cada um trouxe um pouco de sua música local para banda.

O indescritível som da banda ficaria algo entre um Punk europeu oriental, meio russo, meio cigano, meio... Sei lá, só escutando pra saber do que se trata.

Destaques: A música que começa o álbum, Pala Tute, é cantada em três línguas sem parecer mudar, a animada faixa seguinte, My Companjera, com solos de instrumentos que às vezes se confundem, Rebellious Love, Uma Menina, uma música com inspiração no Brasil de acordo com o vocalista da banda, talvez por isso tenha um certo baião, meio samba na música, mesma coisa que acontece em In The Meantime in Pernambuco. Break The Spell chama atenção pelo bom humor sem deixar a boa música e a faixa-título do álbum, também merece destaque, enfim, um puta álbum de uma puta banda.

3º Radioactive – Kings Of Leon

Kings of Leon é uma das bandas mais fantásticas e recentemente perseguidas da música atual, fantástica pelo som que faz, desde 2003 com o lançamento de Youth and Young Manhood, a banda vem incrementando seu som com maestria, fazendo cada álbum ter um estilo diferente sem parecer forçado. Perseguida pelo fato da música Use Somebody do álbum anterior ter feito muito sucesso e ter conquistado 3 grammys no ano passado. Mas porque perseguida? Não sei, parece que o que vemos aqui é a famosa síndrome do underground, aquela que afeta fãs de bandas que não querem vê-las fazendo sucesso.

O fato é que realmente Use Somebody é só uma música da banda e comparada às outras não passa de mais uma. O álbum Come Around Sundown está aqui como mais uma prova disso.

Quem esperava um Kings Of Leon mais comercial, com vários hit’s radiofônicos se enganou, lançaram um cd com boas músicas, mas que lembram os cd’s intermediários entre Youth and Young Manhood e Only Be The Night

O resultado disso foi mais um fantástico álbum para discografia dessa banda que em 7 anos mostrou que pode sim ficar marcada como das maiores de seu tempo.

Destaques: Radioactive, primeiro single, soa bem sincero, bem agitada, e também pode funcionar como hit, Marye, com seu baixo viciante e sua melodia semi-infantil, The Immortals que também tem um baixo bem sonoro e mostra que a banda ainda pode explorar vários estilos sem parecer forçado, o refrão pode gruda na sua cabeça bem rápido, Back Down South, que lembra o estilão country de Youth and Young Manhood só que com a nova marca da banda, o fado ao sucesso.

2º Black Rock – Joe Bonamassa

Jovem, mas veterano, Joe Bonamassa não é dos nomes mais conhecidos no Brasil, mas sem dúvida alguma está entre os mais talentosos músicos do mundo. Seu som mistura um blues rock com hard rock, e às vezes chega a soar como um simples rock and roll.

Bonamassa é criativo, tem extrema técnica, vocais excelentes, e com apenas 33 anos tem 10 cd’s pela carreira solo.

Black Rock é o melhor álbum de sua carreira, nunca soou tão maduro quanto agora, vemos talvez aqui, uma esperança ante o fado do blues.

Destaques: O cover de Bobby Parker Stell Your Heart Away que começa explodindo as caixas de som com muita qualidade, When The Fire Hits The Sea, rápida e agitada, Quarrysma’s Lament com a presença de instrumentos não convencionais ao estilo, melodia incrível e vocais mais sutis do que de costume, a bela Bird On A Wire, o rock and roll de Blue and Evil e a fastástica Nights Life, cover de Willie Nelson que conta com a participação de nada mais nada menos que B.B King.

1º The Suburbs – Arcade Fire

Se eu fugi das listas da crítica especializada nas outras colocações, não consegui fugir em relação à primeira colocada, afinal, não há o que se discutir, The Suburbs é o melhor álbum do ano.

Trata-se de uma obra prima daquelas que marcam época, algo que recentemente no rock só seria comparado ao In Rainbows do Radio Head. A diferença é que se trata de uma banda com bem menos tempo de estrada, mas que mostrou nesse cd que é sim uma das melhores bandas do mundo atualmente.

Tendo em vista que a indústria fonográfica está em crise, a banda vem mostrado uma crescente evolução nas vendas de cd’s, em seu primeiro cd, Funeral, a banda vendeu 750 mil álbuns no mundo, no segundo, Neon Bible, 2 milhões, e em The Suburbs, no auge da crise da indústria a banda vendeu cerca de oito milhões de álbuns sendo o segundo cd mais vendido do ano.

Esse sucesso transformou a pouco conhecida banda canadense em headliners de festivais como o Reading Festival.

O som é objetivo, os 9 instrumentos estão completamente encaixados, parecem soar no momento certo o tempo todo.

Destaques: A faixa título é a melhor música lançada no ano, uma letra convincente, dançante, é a típica música que causa um bem estar instantâneo, a música seguinte do setlist, Ready To Start, é encaixada com o fim de The Suburbs e tem uma áurea animada e animadora, a música seguinte, Modern Man é outra música para causar bem estar, a voz de Win Butler as vezes é seguida por riffs de mesma entonação, fazendo um som extremamente envolvente, Empty Room é toda cantada por Régine Chassagne (baterista da banda), e no fim há uma declaração de amor de Régine para Win Butler (os dois são casados), a música seguinte, City With No Children, se encaixa ao fim de Empty Room e é mais uma bela música, Half Life I tem uma boa climática e Half Life II parece criada para uma versão para as pistas de dança dos anos 70, assim como Sprawl II, Month Of May mostra um lado mais indie rock moderno da banda, Suburban War é das melhores do álbum, tem uma áurea mais séria, os instrumentos soam coesos, a melodia é forte e as partes mais altas da música tem uma sincronia viajante entre todos os instrumentos e a voz de Butler.

O álbum é o único de rock concorrendo a álbum do ano, também concorre a álbum do ano alternativo e Ready To Start está concorrendo a melhor performance do ano no Grammy, todas contra figurões da música pop mundial.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Lista: Dez melhores álbuns de rock lançados em 2010, parte 1

Desde 2008 faço a lista dos melhores cd’s do ano, mas esse ano foi com certeza o que eu ouvi mais álbuns para fazer a lista. Foram mais de 50 durante todo ano.

A divulgação da lista 12 dias depois do fim do ano de 2010 ocorreu devido aos 4 meses que fiquei desatualizado no mundo da música, mas o tempo extra foi usado pra escutar os álbuns que tinham ficado para trás. Vamos à lista?

10º Audio Secredy - Stone Sour

Você conhece os nomes Corey Taylor e James Root? Não? E a banda Slipknot? Se conhece, esqueça o som deles para escutar o novo álbum do Audio Secrecy.

Pra quem não sabe, Stone Sour é a banda paralela dos dois membros Maggots, mas a abordagem é completamente diferente, é um som puxado para o post/grunge que é bem mais capaz de extrair o talento vocal de Corey Taylor e por que não a qualidade técnica do guitarrista James Root?

Destaques: A poderosa e energética Mission Statement que já inclui algo que não havia no outro álbum da banda, solos, Let’s be Honest, que tem uma boa letra, boa melodia, a pesada e mais parecida com o estilo do Slipknot The Bitter End e a balada Hesitate, que pode muito bem ser sucesso nas rádios, assim como já foi Through Gless.

9º We Were Exploding Anyway – 65daysofstatic

Inovadora, a banda 65daysofstatic faz um dos sons mais originais que já ouvi. Tive a prazer de conhecê-la apenas esse ano, mas pude ver em suas antigas músicas a evolução que os trouxeram até esse álbum.

Se trata de uma banda instrumental que mescla guitarras, elementos eletrônicos, violinos, beats e bateria. É uma banda que pode agradar tanto o rockeiro radical graças aos pesos de suas guitarras e da pesada bateria em alguns momentos, quanto aos habituados a sons eletrônicos

Destaques: As três faixas de abertura, Mountainhead, Crash Tactics e Dance Dance Dance que é realmente para dançar, dançar e dançar e a ruidosa Come to me, com participação de Robert Smith (vocalista do The Cure), mas não espere nada mais que ruidosos cabulosos do ídolo dos anos 80.

8º Emotion And Commotion – Jeff Beck

Jeff Beck é um dos mais sensacionais guitarristas de todos os tempos, e por mais anos que passem continua lançando bons álbuns atrás de bons álbuns, a prova é mais essa mostra de sua carreira.

Não há nada de inovador no novo disco, só aquele velho e conhecido guitarrista simples e direto do Yardbirds.

Destaques: Hammerhead, com sobras a melhor do álbum, a arrastada, mas bela Never Alone, e as duas músicas com participação da linda (voz e pessoa) Joss Stone, There's No Other Me e a concorrente ao Grammy como melhor performance do ano I Put a Spell on You.

7º No Hope No Gone - Good Shoes

Se você já conhece o som dessa banda londrina, meus parabéns, você deve pesquisar bastante sobre música.

Digo isso porque assisti a um vídeo dessa banda apresentando seu novo cd em um palco pequeno para um público de menos de 500 pessoas. Sorte que escutei-a sem preconceito, já que se trata de uma banda com um som excelente, bastante empolgante, envolvente, dançante e moderno. O instrumental é impecável, tudo extremamente bem encaixado, só me admira uma banda com tanta qualidade não ter estourado.

Destaques: Esse álbum entrou para os seletos álbuns de que gostei de todas as músicas de cara, mas as melhores são: The Way My Heart Beats, uma fantástica música em todos os aspectos, técnicos, melodia, letra, etc. A louca e rápida Under Control, com um gingado empolgante mesclado com um notável break no meio da música, a animadinha balada Do You Remember e a originalíssima Times Change, que tem um dos melhor instrumentais da banda.

6º Asylum – Disturbed

A remanescente do New Metal, a única que continua intacta lançando cd após cd em primeiro lugar das paradas, agradando seu antigo público e aumentando o número de fãs.

O porque disso é que a banda não abri a mão de seu som original e continua mostrando seu talento depois de 10 anos do estouro da moda passageira New Metal e do lançamento do primeiro disco da banda.

Asylum, como já disse, mostra a mesma banda impactante, pesada, crítica e talentosa de sempre. Os vocais de David Draiman continuam impecáveis, mas as guitarras de Dan Donegan tem ainda um “que” a mais, quase todas as músicas contam com solos melhores e mais longos do que os dos antigos cd’s, solos mais rápidos e mais coesos.

Destaques:

Asylum, Another Way to Die (melhor do álbum), a industrial Innocence e Never Again e seu agradável solo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Adaptação ou Rendição?

Biologia é a ciência que estuda os seres vivos, é uma palavra que deriva do grego; bio=vida e logos=estudo, ou seja, estudo da vida.

Confesso que pessoalmente não era muito fã dessa área na época de escola, também não era fã de nada que exigisse de mim algum tipo de esforço.

Hoje as coisas mudaram. Li alguns livros que me fizeram grande fã dessa área (incluindo uma maravilhosa biografia de Charles Darwin). Confesso que não a estudei profundamente, me contive aos resultados dos estudos dessa ciência.

Nesse campo extremamente amplo, existem inúmeras especificidades extremamente interessantes, destaquei uma delas para uma breve explicação.

Em um ecossistema, encontram-se várias formas de interações entre seres vivos que são denominadas relações ecológicas. Essas relações se diferenciam pelos tipos de dependência que os organismos têm entre si.

Essas relações ecológicas são dividas em intraespecíficas harmônicas, intraespecíficas desarmônicas, interespecíficas harmônicas e interespecíficas desarmônicas. As que serão mais citadas aqui serão as duas últimas.

As relações interespecíficas harmônicas, como o próprio nome indica, ocorrem quando a harmonia na relação. Elas são dividas em:

Simbiose ou mutualismo é uma relação entre indivíduos de espécies diferentes, onde ambos são beneficiados e a associação é obrigatória para a sobrevivência.

Na protocooperação, embora as duas espécies envolvidas sejam beneficiadas, elas podem viver de modo independente, sem que isso as prejudique.

O inquilinismo é um tipo de associação em que apenas um dos participantes se beneficia, sem causar qualquer prejuízo ao outro. Nesse caso, a espécie beneficiada obtém abrigo ou, ainda, suporte no corpo da espécie hospedeira, e é chamada de inquilino.

O comensalismo é um tipo de associação entre indivíduos onde um deles se aproveita dos restos alimentares do outro sem prejudicá-lo. O ser vivo que se aproveita dos restos alimentares é denominado comensal, enquanto que o ser vivo que lhe proporciona esse alimento fácil é denominado anfitrião.

As relações interespecíficas desarmônicas, também como o próprio nome indica, ocorrem quando a desarmonia na relação. Elas são dividas em:

O amensalismo ou antibiose consiste numa relação desarmônica em que indivíduos de uma população secretam ou expelem substâncias que inibem ou impedem o desenvolvimento de indivíduos de populações de outras espécies.

O predatismo é uma relação desarmônica em que o predador captura e mata um outro ser vivo, a presa, com o fim de se alimentar com a carne dele

Parasitismo é uma relação desarmônica entre seres de espécies diferentes, em que um deles é o parasita que vive dentro ou sobre o corpo do outro que é designado hospedeiro, do qual retira alimentos.

Esclavagismo é um tipo de relação ecológica entre seres vivos onde um ser vivo se aproveita das atividades, do trabalho ou de produtos produzidos por outros seres vivos.

Destacarei também uma relação intraespecífica desarmônica, o canibalismo, que é uma relação de predatismo intraespecífico em que seres de uma mesma espécie comem outros seres da sua própria espécie.

Como vocês podem bem imaginar, não estou aqui para falar sobre Biologia, nem para revisar matéria do seu ensino fundamental, estou aqui para comentar o mais recente pronunciamento de Vossa Santidade, o Papa Bento XVI que disse “Deus é responsável pelo Big Bang”

Partiremos da premissa que religião e ciência estão em conflito sim, e quem tenta conciliar as idéias substanciais de um e de outro está tentando se enganar para algum dos dois lados.

Essa relação entre ciência e religião é conturbada já há muitos séculos, vide Galileu Galilei, que pôde se considerar um homem de sorte por ser condenado a prisão domiciliar perpétua pela sua defesa do heliocentrismo e não a fogueira como Giordano Bruno, condenado por idéias semelhantes.

Com os avanços científicos e com a queda da igreja como detentora de todo poder de decisão da humanidade, a igreja vem sendo obrigada a se adaptar aos avanços científicos de forma que mantenha seus fiéis.

Nos primórdios da conturbada relação religião/ciência, essa se assimilava ao amensalismo em que a religião expelia (e ainda expele) idéias que impediam o desenvolvimento da ciência, a inquisição, forma de impedir toda e qualquer manifestação que possa ser considerada ofensiva as idéias da igreja, é o exemplo clássico disso.

Também se assimilava ao predatismo, tendo em vista que na própria inquisição, aquele que manifestava idéia ofensiva a idéia religiosa era devorado pelo fogo, ou por outros instrumentos de execução mais convenientes.

A partir de 1983 a relação começou a se assemelhar ao esclavagismo, o Papa João Paulo II declarou absolvição ao processo a que Galileu Galilei foi submetido à prisão perpétua (um pouco tarde não?) pela defesa do heliocentrismo. Esse é só um dos fatos em que a religião passou oficialmente a se aproveitar do trabalho da ciência, assim como as formigas que cuidam e protegem os fulgões para obter o açúcar deles.

Atualmente, a religião continua a usar de seu amensalismo, proferindo idéias a favor da estagnação e submissão da espécie e consquentemente atacando a ciência a impedindo de certos avanços.

A igreja acabara de dar mais uma mostra de seu esclavagismo. Há cerca de quatro meses, foi noticiado o avanço de pesquisas com um acelerador de partículas na Suíça. Esse seria capaz de recriar as condições que deram origem ao universo. Um efeito que os cientistas chamam de “mini big bang”. Esse que é um dos avanços científicos mais importantes de todos os tempos pode transformar a Teoria do Big Bang em Lei do Big Bang, passando assim por todos os critérios cabíveis para isso. A previsão é que em 2012 esse processo seja concluído para felicidade da ciência e desespero da religião.

Pra ser sincero, não acredito em relações interespecíficas harmônicas entre religião e ciência. São duas coisas completamente opostas em sua essência. Nessa declaração do Papa Bento XVI, ele faz mais uma tentativa desesperada de adaptar a religião a ciência, tentativa de transformar o já antigo amensalismo em um inquilinismo, algo impossível, já que as idéias da igreja católica trazem prejuízo sim a ciência.

A realidade é que cada vez mais o campo está se afunilando e a religião tem que viver sobre a ciência, assim como os parasitas fazem, se alimentando das sobras, das áreas que ainda não foram desvendadas pela ciência.

Agora o Papa diz que Deus é responsável pelo Big Bang. Interpretando isso como a maioria da população possivelmente interpretará, é apenas um ato de conciliação entre ciência e religião, mas pense amplamente.

Admitindo o Big Bang ele está simplesmente rasgando praticamente todo velho testamento em que se estimava que a Terra tivesse entre 6 e no máximo 10 mil anos (ABSURDO).

Ainda na mesma declaração o papa disse que há teorias científicas que são ‘mentalmente limitadoras porque chegam até certo ponto’ evidenciando ainda mais o que eu disse sobre o parasitismo religioso. A religião insiste em viver das brechas da ciência, o problema, senhor papa, é que as brechas estão cada vez mais diminuindo.

Essa atitude da igreja católica gera uma interpretação lacto sensus que pode ter efeito de canibalismo se for bem interpretada. Tendo em vista que é um tiro no próprio pé admitir que viemos de uma grande explosão térmica. Admitindo isso o papa admitiu por consequência também a teoria da evolução das espécies que a igreja tanto abominou desde sua criação, tendo em vista que o big bang não formaria as formas de vida como conhecemos hoje, e sim as condições necessárias para a formação de átomos de hidrogênio e helio, que com o passar dos mais de 13 bilhões de anos que nos separa do big bang, nos formaram.

Não foi uma surpresa pra mim esse posicionamento da igreja católica, já tinha conjecturado sobre isso com alguns amigos assim que vi a notícia do avanço das pesquisas com o acelerador de partículas. Isso que alguns chamarão de adaptação aos novos tempos na minha opinião se assemelha muito mais com aquela relação ecológica interespecífica desarmônica chamada Parasitismo.

Os fiéis chamarão de adaptação, eu chamo de rendição desesperada disfarçada.

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Ótimo vídeo sobre ciência

http://www.youtube.com/watch?v=37BsnCQEXwI&feature=player_embedded#at=587

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Fontes:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/01/papa-deus-e-responsavel-pelo-big-bang.html

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/802384-acelerador-de-particulas-na-suica-registra-fenomeno-inedito-em-colisoes-de-protons.shtml

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%B5es_ecol%C3%B3gicas#Rela.C3.A7.C3.B5es_interespec.C3.ADficas_desarm.C3.B4nicas

http://hypescience.com/segundo-o-papa-deus-esta-por-tras-do-big-bang/

http://atlas.zevallos.com.br/bigbang.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Galileu_Galilei