quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Lista: Dez melhores álbuns de rock lançados em 2010, parte 1

Desde 2008 faço a lista dos melhores cd’s do ano, mas esse ano foi com certeza o que eu ouvi mais álbuns para fazer a lista. Foram mais de 50 durante todo ano.

A divulgação da lista 12 dias depois do fim do ano de 2010 ocorreu devido aos 4 meses que fiquei desatualizado no mundo da música, mas o tempo extra foi usado pra escutar os álbuns que tinham ficado para trás. Vamos à lista?

10º Audio Secredy - Stone Sour

Você conhece os nomes Corey Taylor e James Root? Não? E a banda Slipknot? Se conhece, esqueça o som deles para escutar o novo álbum do Audio Secrecy.

Pra quem não sabe, Stone Sour é a banda paralela dos dois membros Maggots, mas a abordagem é completamente diferente, é um som puxado para o post/grunge que é bem mais capaz de extrair o talento vocal de Corey Taylor e por que não a qualidade técnica do guitarrista James Root?

Destaques: A poderosa e energética Mission Statement que já inclui algo que não havia no outro álbum da banda, solos, Let’s be Honest, que tem uma boa letra, boa melodia, a pesada e mais parecida com o estilo do Slipknot The Bitter End e a balada Hesitate, que pode muito bem ser sucesso nas rádios, assim como já foi Through Gless.

9º We Were Exploding Anyway – 65daysofstatic

Inovadora, a banda 65daysofstatic faz um dos sons mais originais que já ouvi. Tive a prazer de conhecê-la apenas esse ano, mas pude ver em suas antigas músicas a evolução que os trouxeram até esse álbum.

Se trata de uma banda instrumental que mescla guitarras, elementos eletrônicos, violinos, beats e bateria. É uma banda que pode agradar tanto o rockeiro radical graças aos pesos de suas guitarras e da pesada bateria em alguns momentos, quanto aos habituados a sons eletrônicos

Destaques: As três faixas de abertura, Mountainhead, Crash Tactics e Dance Dance Dance que é realmente para dançar, dançar e dançar e a ruidosa Come to me, com participação de Robert Smith (vocalista do The Cure), mas não espere nada mais que ruidosos cabulosos do ídolo dos anos 80.

8º Emotion And Commotion – Jeff Beck

Jeff Beck é um dos mais sensacionais guitarristas de todos os tempos, e por mais anos que passem continua lançando bons álbuns atrás de bons álbuns, a prova é mais essa mostra de sua carreira.

Não há nada de inovador no novo disco, só aquele velho e conhecido guitarrista simples e direto do Yardbirds.

Destaques: Hammerhead, com sobras a melhor do álbum, a arrastada, mas bela Never Alone, e as duas músicas com participação da linda (voz e pessoa) Joss Stone, There's No Other Me e a concorrente ao Grammy como melhor performance do ano I Put a Spell on You.

7º No Hope No Gone - Good Shoes

Se você já conhece o som dessa banda londrina, meus parabéns, você deve pesquisar bastante sobre música.

Digo isso porque assisti a um vídeo dessa banda apresentando seu novo cd em um palco pequeno para um público de menos de 500 pessoas. Sorte que escutei-a sem preconceito, já que se trata de uma banda com um som excelente, bastante empolgante, envolvente, dançante e moderno. O instrumental é impecável, tudo extremamente bem encaixado, só me admira uma banda com tanta qualidade não ter estourado.

Destaques: Esse álbum entrou para os seletos álbuns de que gostei de todas as músicas de cara, mas as melhores são: The Way My Heart Beats, uma fantástica música em todos os aspectos, técnicos, melodia, letra, etc. A louca e rápida Under Control, com um gingado empolgante mesclado com um notável break no meio da música, a animadinha balada Do You Remember e a originalíssima Times Change, que tem um dos melhor instrumentais da banda.

6º Asylum – Disturbed

A remanescente do New Metal, a única que continua intacta lançando cd após cd em primeiro lugar das paradas, agradando seu antigo público e aumentando o número de fãs.

O porque disso é que a banda não abri a mão de seu som original e continua mostrando seu talento depois de 10 anos do estouro da moda passageira New Metal e do lançamento do primeiro disco da banda.

Asylum, como já disse, mostra a mesma banda impactante, pesada, crítica e talentosa de sempre. Os vocais de David Draiman continuam impecáveis, mas as guitarras de Dan Donegan tem ainda um “que” a mais, quase todas as músicas contam com solos melhores e mais longos do que os dos antigos cd’s, solos mais rápidos e mais coesos.

Destaques:

Asylum, Another Way to Die (melhor do álbum), a industrial Innocence e Never Again e seu agradável solo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Adaptação ou Rendição?

Biologia é a ciência que estuda os seres vivos, é uma palavra que deriva do grego; bio=vida e logos=estudo, ou seja, estudo da vida.

Confesso que pessoalmente não era muito fã dessa área na época de escola, também não era fã de nada que exigisse de mim algum tipo de esforço.

Hoje as coisas mudaram. Li alguns livros que me fizeram grande fã dessa área (incluindo uma maravilhosa biografia de Charles Darwin). Confesso que não a estudei profundamente, me contive aos resultados dos estudos dessa ciência.

Nesse campo extremamente amplo, existem inúmeras especificidades extremamente interessantes, destaquei uma delas para uma breve explicação.

Em um ecossistema, encontram-se várias formas de interações entre seres vivos que são denominadas relações ecológicas. Essas relações se diferenciam pelos tipos de dependência que os organismos têm entre si.

Essas relações ecológicas são dividas em intraespecíficas harmônicas, intraespecíficas desarmônicas, interespecíficas harmônicas e interespecíficas desarmônicas. As que serão mais citadas aqui serão as duas últimas.

As relações interespecíficas harmônicas, como o próprio nome indica, ocorrem quando a harmonia na relação. Elas são dividas em:

Simbiose ou mutualismo é uma relação entre indivíduos de espécies diferentes, onde ambos são beneficiados e a associação é obrigatória para a sobrevivência.

Na protocooperação, embora as duas espécies envolvidas sejam beneficiadas, elas podem viver de modo independente, sem que isso as prejudique.

O inquilinismo é um tipo de associação em que apenas um dos participantes se beneficia, sem causar qualquer prejuízo ao outro. Nesse caso, a espécie beneficiada obtém abrigo ou, ainda, suporte no corpo da espécie hospedeira, e é chamada de inquilino.

O comensalismo é um tipo de associação entre indivíduos onde um deles se aproveita dos restos alimentares do outro sem prejudicá-lo. O ser vivo que se aproveita dos restos alimentares é denominado comensal, enquanto que o ser vivo que lhe proporciona esse alimento fácil é denominado anfitrião.

As relações interespecíficas desarmônicas, também como o próprio nome indica, ocorrem quando a desarmonia na relação. Elas são dividas em:

O amensalismo ou antibiose consiste numa relação desarmônica em que indivíduos de uma população secretam ou expelem substâncias que inibem ou impedem o desenvolvimento de indivíduos de populações de outras espécies.

O predatismo é uma relação desarmônica em que o predador captura e mata um outro ser vivo, a presa, com o fim de se alimentar com a carne dele

Parasitismo é uma relação desarmônica entre seres de espécies diferentes, em que um deles é o parasita que vive dentro ou sobre o corpo do outro que é designado hospedeiro, do qual retira alimentos.

Esclavagismo é um tipo de relação ecológica entre seres vivos onde um ser vivo se aproveita das atividades, do trabalho ou de produtos produzidos por outros seres vivos.

Destacarei também uma relação intraespecífica desarmônica, o canibalismo, que é uma relação de predatismo intraespecífico em que seres de uma mesma espécie comem outros seres da sua própria espécie.

Como vocês podem bem imaginar, não estou aqui para falar sobre Biologia, nem para revisar matéria do seu ensino fundamental, estou aqui para comentar o mais recente pronunciamento de Vossa Santidade, o Papa Bento XVI que disse “Deus é responsável pelo Big Bang”

Partiremos da premissa que religião e ciência estão em conflito sim, e quem tenta conciliar as idéias substanciais de um e de outro está tentando se enganar para algum dos dois lados.

Essa relação entre ciência e religião é conturbada já há muitos séculos, vide Galileu Galilei, que pôde se considerar um homem de sorte por ser condenado a prisão domiciliar perpétua pela sua defesa do heliocentrismo e não a fogueira como Giordano Bruno, condenado por idéias semelhantes.

Com os avanços científicos e com a queda da igreja como detentora de todo poder de decisão da humanidade, a igreja vem sendo obrigada a se adaptar aos avanços científicos de forma que mantenha seus fiéis.

Nos primórdios da conturbada relação religião/ciência, essa se assimilava ao amensalismo em que a religião expelia (e ainda expele) idéias que impediam o desenvolvimento da ciência, a inquisição, forma de impedir toda e qualquer manifestação que possa ser considerada ofensiva as idéias da igreja, é o exemplo clássico disso.

Também se assimilava ao predatismo, tendo em vista que na própria inquisição, aquele que manifestava idéia ofensiva a idéia religiosa era devorado pelo fogo, ou por outros instrumentos de execução mais convenientes.

A partir de 1983 a relação começou a se assemelhar ao esclavagismo, o Papa João Paulo II declarou absolvição ao processo a que Galileu Galilei foi submetido à prisão perpétua (um pouco tarde não?) pela defesa do heliocentrismo. Esse é só um dos fatos em que a religião passou oficialmente a se aproveitar do trabalho da ciência, assim como as formigas que cuidam e protegem os fulgões para obter o açúcar deles.

Atualmente, a religião continua a usar de seu amensalismo, proferindo idéias a favor da estagnação e submissão da espécie e consquentemente atacando a ciência a impedindo de certos avanços.

A igreja acabara de dar mais uma mostra de seu esclavagismo. Há cerca de quatro meses, foi noticiado o avanço de pesquisas com um acelerador de partículas na Suíça. Esse seria capaz de recriar as condições que deram origem ao universo. Um efeito que os cientistas chamam de “mini big bang”. Esse que é um dos avanços científicos mais importantes de todos os tempos pode transformar a Teoria do Big Bang em Lei do Big Bang, passando assim por todos os critérios cabíveis para isso. A previsão é que em 2012 esse processo seja concluído para felicidade da ciência e desespero da religião.

Pra ser sincero, não acredito em relações interespecíficas harmônicas entre religião e ciência. São duas coisas completamente opostas em sua essência. Nessa declaração do Papa Bento XVI, ele faz mais uma tentativa desesperada de adaptar a religião a ciência, tentativa de transformar o já antigo amensalismo em um inquilinismo, algo impossível, já que as idéias da igreja católica trazem prejuízo sim a ciência.

A realidade é que cada vez mais o campo está se afunilando e a religião tem que viver sobre a ciência, assim como os parasitas fazem, se alimentando das sobras, das áreas que ainda não foram desvendadas pela ciência.

Agora o Papa diz que Deus é responsável pelo Big Bang. Interpretando isso como a maioria da população possivelmente interpretará, é apenas um ato de conciliação entre ciência e religião, mas pense amplamente.

Admitindo o Big Bang ele está simplesmente rasgando praticamente todo velho testamento em que se estimava que a Terra tivesse entre 6 e no máximo 10 mil anos (ABSURDO).

Ainda na mesma declaração o papa disse que há teorias científicas que são ‘mentalmente limitadoras porque chegam até certo ponto’ evidenciando ainda mais o que eu disse sobre o parasitismo religioso. A religião insiste em viver das brechas da ciência, o problema, senhor papa, é que as brechas estão cada vez mais diminuindo.

Essa atitude da igreja católica gera uma interpretação lacto sensus que pode ter efeito de canibalismo se for bem interpretada. Tendo em vista que é um tiro no próprio pé admitir que viemos de uma grande explosão térmica. Admitindo isso o papa admitiu por consequência também a teoria da evolução das espécies que a igreja tanto abominou desde sua criação, tendo em vista que o big bang não formaria as formas de vida como conhecemos hoje, e sim as condições necessárias para a formação de átomos de hidrogênio e helio, que com o passar dos mais de 13 bilhões de anos que nos separa do big bang, nos formaram.

Não foi uma surpresa pra mim esse posicionamento da igreja católica, já tinha conjecturado sobre isso com alguns amigos assim que vi a notícia do avanço das pesquisas com o acelerador de partículas. Isso que alguns chamarão de adaptação aos novos tempos na minha opinião se assemelha muito mais com aquela relação ecológica interespecífica desarmônica chamada Parasitismo.

Os fiéis chamarão de adaptação, eu chamo de rendição desesperada disfarçada.

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Ótimo vídeo sobre ciência

http://www.youtube.com/watch?v=37BsnCQEXwI&feature=player_embedded#at=587

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Fontes:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/01/papa-deus-e-responsavel-pelo-big-bang.html

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/802384-acelerador-de-particulas-na-suica-registra-fenomeno-inedito-em-colisoes-de-protons.shtml

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%B5es_ecol%C3%B3gicas#Rela.C3.A7.C3.B5es_interespec.C3.ADficas_desarm.C3.B4nicas

http://hypescience.com/segundo-o-papa-deus-esta-por-tras-do-big-bang/

http://atlas.zevallos.com.br/bigbang.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Galileu_Galilei

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Lista: 15 melhores jogadores de todos os tempos

Lista: 15 melhores jogadores de todos os tempos

Resolvi fazer uma lista que não seja de música, e a primeira coisa que vem na minha cabeça, assim que a música não está nela, é o futebol.

Fique claro que para fazer essa lista, alguém como eu, com 18 anos, precisou pesquisar, e eu pesquisei bastante, antes de começar a lista estabeleci os critérios para que não haja injustiça por nacionalidade ou por afinidade com estilo de determinado jogador.

Comecei a pesquisar os jogadores a partir da década de 30, pois antes disso não há imagem e o futebol era bem menos profissionalizado.

Critérios:

Carreira: O mais importante dos critérios, pois o que diferencia gênios de outros gênios do esporte é o tempo que ele permanece em alto nível, por isso, nesse critério coloquei peso 3.

Auge da carreira: O auge da carreira é o que deixa o jogador marcado para toda eternidade, aquela época em que ele sozinho lotava estádios de pessoas querendo ver sua genialidade. Esse quesito atribui peso 2.

Títulos: Nenhum gênio consegue ficar marcado sem ter ganhado títulos, atribui a importância máxima, é claro, a Copa do Mundo, mas sem dar totalidade de importância a isso como a maioria das listas fazem. A esse quesito atribui peso 2.

Completude: Aqui está embutido aquele jogador que sabe fazer o maior número de coisas, visão de jogo, finalização, habilidade com as duas pernas, desarme etc. Esse critério também tem peso 2.

Popularidade: É um critério que envolve todos os outros critérios, mas é importante pra mostrar como o jogador se relaciona com a parte principal de um espetáculo, o público.

Comprometimento: Jogadores são partes de um esquema tático de um time formado por mais 10 só dentro de campo, o jogador que durante a carreira sempre esteve comprometido com o clube que atua, que sempre primou por seu preparo físico, preferindo sempre o bem geral do que o individual, esses jogadores também merecem ser destacados.

Pela Seleção: Mesmo envolvido em outros critérios, esse merece ser destacado, vários jogadores foram destaques em seleção mesmo não sendo tão destacados em seus clubes.

14-Zico

O maior cobrador de faltas de todos os tempos, rápido, ágil, vários atributos de craque. Em seu clube de coração, Flamengo, venceu os 3 primeiros Campeonatos Brasileiros do clube, além do inédito e único título da Libertadores e do Mundial.

Comandante de um dos melhores times da história, o Brasil de 1982, infelizmente não conseguiu nenhum título pela seleção, perdeu um pênalti decisivo em na Copa de 1986, mas tem a incrível marca de 66 gols em 89 partidas.

Notas:

9,8; 9,8; 9,7; 9,8; 10; 10; 9,2. Total 117,2

14-Maradona

Normalmente comparado a Pelé na disputa como melhor jogador de todos os tempos, Maradona ocupa a 14º colocação mesmo sendo em questão de brilhantismo podendo estar muito acima, mas como bem expliquei, os critérios foram feitos para favorecer jogadores com a carreira mais completa e mais vencedora. Maradona foi um craque, decisivo em 1 Copa do Mundo, mas nunca venceu um torneio continental, ganhou um campeonato argentino e um italiano, fora isso, ganhou outros títulos inexpressivos.

Além do mais sempre foi um jogador problemático, não teve tanto cuidado com seu físico com o passar dos anos.

Notas:

9,8; 9,9; 9,6; 9,8; 10; 9,2; 10. Total 117,2

13-Puskas

As impressionantes médias de gols desse artilheiro falam muito por ele. Em seus 85 jogos pela seleção fez 84 gols. Foi o principal jogador da famosa Hungria de 1954, responsável pela maior média de gols e um dos futebóis mais bonitas da história das Copas.

Venceu 4 títulos húngaros pelo Honvéd. Junto a Di Stéfano formou um dos melhores ataques de todos os tempos vencendo 5 títulos espanhóis e 3 Copa dos Campeões da UEFA.

Chegou ao Real Madrid 15 kg acima do peso, e nunca conseguiu durante o tempo nesse clube, alcançar seu peso ideal.

Notas:

9,8; 9,8; 9,8; 9,6; 9,8; 9,6; 9,8. Total 117,3

11-Marco Van Basten

Rápido, habilidoso, ótima visão de jogo e um espírito coletivo impressionante, Van Basten ainda sabia usar muito bem sua estatura para fazer vários gols de cabeça.

Colecionou títulos tanto nos clubes quanto títulos individuais. 3 títulos holandeses, 3 títulos italianos duas Liga dos Campeões e dois mundiais. Foi melhor jogador do mundo FIFA em 1992, melhor do mundo pela World Soccer em 1988 e 1992, pela UEFA em 1989, 1990, 1992, IFFHS 1988, 1989 e 1990, entre outros. Também colecionou artilharias.

Aposentou-se precocemente aos 28 anos por um problema gravíssimo no tornozelo que o acobertou em toda carreira, mas agravou-se com o tempo, não pode ao menos fazer um jogo de despedida, mas 2 anos após abandonar os gramados fez uma despedida simbólica dando uma volta no estádio San Siro que emocionou a todos torcedores, arrancou lágrimas até mesmo do técnico durão Fábio Capello.

Notas:

9,8; 9,9; 9,8; 9,8; 9,8; 10; 9,2. Total 117,4

11-Di Stéfano

O jogador com títulos mais importantes interclubes da história, são 2 campeonatos argentinos pelo River Plate, 4 colombianos com o Milionarios, oito Espanhóis pelo Real Madrid e nada mais nada menos que cinco Liga dos Campeões, além de outros tantos títulos.

Di Stefáno é considerado por alguns até mesmo o melhor jogador de todos os tempos. Em uma carreira assim tão vitoriosa, a única mancha é o fato de ter jogado por 3 seleções diferentes sem obter sucesso em nenhuma delas.

Mas o goleador líder dos anos dourados do Real Madrid fez 486 jogos e 307 gols na carreira, colecionou artilharias nos torneios que participou.

Notas:

9,9; 9,9; 9,8; 9,8; 9,9; 10; 8,8. Total 117,4

10-Nilton Santos

Um time com um bom ataque não vence jogo sem uma grande defesa, diga isso às seleções brasileiras de 1950 a 1962, que contaram com Nilton Santos como lateral-esquerdo.

Nilton Santos inovou no modo como os laterais jogavam, antes dele eram tido apenas como jogadores de defesa, mas sua habilidade, velocidade, força e malandragem, fizeram-no mudar a história do futebol.

Pelo clube o qual jogou toda carreira, ganhou os mais importantes torneios da época. Um jogador completo com uma carreira completa.

Notas:

9,7; 9,7; 9,9; 9,8; 9,6; 10; 10. Total 117,5

8-Eusébio

Natural de Moçambique, naturalizado português, o pantera negra mostrou pro mundo inteiro que em Portugal existe futebol, conquistou três Ligas dos Campeões com o Benfica, time o qual jogou por 15 anos e foi campeão 11 vezes do campeonato nacional, com uma média absurda de gols. Em 715 jogos, foi autor de 727 gols.

Ainda tem o mérito de ter sido artilheiro da Copa do Mundo de 1966 com nove gols, onde a sua seleção conseguiu a melhor colocação da história em Copas do Mundo.

Notas:

9,8; 9,8; 9,8; 9,7; 9,8; 10; 9,8. Total 117,6

8-Giuseppe Meazza

O maior jogador italiano de todos os tempos, foi jogador dos 3 maiores clubes de seu país: Juventus, Milan e Inter de Milão, mas com certeza absoluta, o local onde mais ficou marcado foi na Inter de Milão, onde o estádio da cidade dividido entre os rivais Milan e Inter de Milão é chamado pelos torcedores do Milan de San Siro e pelos do Internazionale de Giuseppe Meazza.

Passou treze anos defendendo a camisa do Inter de Milão e mesmo sendo um meia/atacante, tem 245 gols nos 398 jogos pelo clube.

Era o principal jogador da seleção italiana nas conquistas das Copas do Mundo de 1934 e 1938.

Notas:

9,7; 9,7; 9,9; 9,7; 9,9; 10; 10

7-Bobby Charlton

Quem diz que o brasileiro é o mais apaixonado por futebol do mundo não conhece direito a paixão inglesa por esse esporte, e o maior ídolo da história do futebol inglês não poderia faltar nessa lista.

Sua carreira começa no Manchester em 1954, onde permaneceu dezenove anos, participando de 758 jogos e sendo autor de 249 gols, foi cheia de vitórias, entre elas, o único título de Copas do Mundo da história da seleção inglesa. Pelo seu clube passou por uma época de reconstrução depois de um acidente de avião que matou 9 jogadores entre outras pessoas. Venceu 1 Liga dos Campeões e 4 campeonatos ingleses.

Ao contrário de seu parceiro de ataque nos anos de ouro, George Best, é exemplo dentro e fora dos gramados, sendo sempre o líder do clube.

Notas:

9,7; 9,7; 9,9; 9,8; 9,9; 10; 10. Total 117,8

6-Zidane

O melhor jogador de meu tempo, nunca viu tempo ruim, foi vencedor por onde passou do início ao fim da carreira.

As comparações com o compatriota Michel Platini não são vãs, depois de quatro ótimas pelo Bordeaux, foi para o mesmo clube que Platini, a Juventus. Mesmo com a imensa pressão da comparação com o até então maior craque de seu país, comandou o clube a três títulos em sua temporada de estréia, a Supercopa Européia, o Campeonato Italiano e o Mundial de Clubes.

No ano seguinte já seria escolhido terceiro melhor jogador do mundo pela FIFA.

A carreira tomaria uma guinada no ano de 1998 quando conduziu sua seleção ao inédito título da Copa do Mundo de 1998 fazendo os dois primeiros gols da goleada de 3x0 na final, em conseqüência disso fora escolhido o melhor jogador do mundo FIFA naquele ano, título que venceu mais duas vezes nos anos de 2000 e 2003 e que ainda foi segundo colocado em 2006, ano em que se aposentou no meio do ano.

Notas:

9,8; 9,8; 9,8; 9,8; 9,9; 9,7; 10. Total 117,9

5-Platini

Confesso que conhecia mais Platini por nome do que por futebol, e assistindo a seus vídeos fiquei absolutamente espantado com a genialidade do mesmo.

O meia tinha um futebol arrebatador, visão de jogo incrível, versatilidade, força, garra.

Venceu um campeonato francês antes de ir para Juventus, clube o qual marcaria a história, no novo clube vencera uma Liga dos Campeões e dois campeonatos italianos, venceu o prêmio melhor do mundo pela revista France Football 3 vezes seguidos, sendo o recordista até hoje junto a Cruijff e Van Basten, mas nenhum deles de forma consecutiva.

Aposentou-se precocemente aos 31 anos ainda no auge.

Notas:

9,9; 9,8; 9,7; 9,8; 9,9; 10; 10. Total 118

Empatado no pódio.

3-Johan Cruijff

Líder da seleção considerada por muitos a mais brilhante de todos os tempos, a Holanda de 1974, Cruijff foi um meia atacante, só por denominação pois jogava aonde era preciso um jogador. Tinha um rigor físico invejável, era ágil, tinha um controle de bola daqueles que parece que a bola grudava no pé, batia muito bem na bola sendo ainda exímio cobrador de falta e exímio cabeceador.

Cruijff estreiou no Ajax em 1964 e desde que se tornou o craque do time em 1966 o time perdeu apenas um título nacional até sua saída em 1973, ganhou ainda três Liga dos Campeões consecutivas de 1971 a 1973 quando saíra do Ajax e fora ao Barcelona.

O único diferencial de Cruyff para outros dos maiores de todos os tempos foi não ter ganho uma Copa do Mundo, como disse o próprio Beckenbauer "Johan foi melhor jogador, mas eu ganhei a Copa do mundo".

Notas:

9,8; 9,9; 9,8; 10; 9,9; 10; 9,9. Total 118,6

3-Gerd Muller

Em seu primeiro clube Gerd Müller o Nordlingen 1861 fez 51 gols em 32 jogos? Quer mais? Pela seleção alemã fez 68 gols em 62 jogos.

É também o maior artilheiro do campeonato alemão (do qual foi campeão quatro vezes) em uma única edição (40 gols em 1972), na quantidade de vezes (sete) e no número total (447 em 453 jogos, quase um gol por jogo durante 15 anos). É o 2º maior artilheiro da história das Copas do Mundo com 14 gols, sendo que jogou apenas duas, marcando 10 na de 1970 e 4 (incluindo um na final) na de 1974 em que foi campeão.

Seu currículo de títulos tem 4 Campeonatos Alemães, 4 Copas Alemãs e 3 Ligas dos Campeões.

Notas:

9,9; 9,9; 9,9; 9,7; 9,9; 10; 10. Total 118,6

Com a prata...

2-Pelé

O rei do futebol não precisa de muitas apresentações. Venceu tudo o que participou, 3 Copas do Mundos 2 libertadores, 2 mundiais de clubes, entre outros torneios nacionais.

Era habilidoso, batia com as duas pernas, finalizador nato, grande visão de jogo.

Notas

10; 9,8; 10; 9,8; 10; 9,6; 10. Total 118,8

1-Franz Beckenbauer

O Kaiser. A extinta função de líbero não denomina sua real posição. Armador de praticamente todas as jogadas do Bayer de Munique em sua época de ouro entre 1964 e 1977 e da seleção alemã entre 1965 e 1977, ele é o jogador mais completo de todos os tempos, defendia e atacava, tinha incrível rigor físico mesmo com idade avançada, era um líder em campo.

Venceu 3 Ligas dos Campeões, 4 Copas e 5 Campeonatos Alemães, um mundial de clubes, uma Eurocopa e uma Copa do Mundo contra uma das melhores seleções de todos os tempos, a Holanda de 1974.

Beckenbauer é indescritível, mesmo não sendo o mais brilhante dos jogadores, nem mesmo o jogador mais vencedor de todos os tempos, consegue ser o melhor simplesmente por procurar a perfeição em tudo o que fazia, no toque, nos lançamentos, nas finalizações quando apareciam, nos chutes de longa distância, nas cobranças de falta, era frio e ao mesmo tempo habilidoso. Mas com certeza sua característica mais marcante é a liderança em campo. Era capaz de fazer seu time se manter tranqüilo na pior das situações.

E por isso, pelo conjunto de sua obra, é o melhor jogador de futebol de todos os tempos.

Notas:

9,9; 9,7; 9,9; 10; 10; 10; 10. Total 118,9